8 de dezembro de 2010

ONGs brasileiras destacam biocombustíveis e combate ao desmatamento na COP-16

A participação das organizações não governamentais (ONGs) brasileiras nos eventos paralelos da COP-16 mostra o compromisso da sociedade civil do Brasil em iniciativas que pretendem colaborar para reverter o problema global das mudanças climáticas e propor soluções inovadoras para o maior desafio da humanidade no século 21.
Produção sustentável de biocombustíveis, ação empresarial e combate ao desmatamento serão temas das discussões propostas pelas ONGs na Conferência das Nações Unidas sobre clima.
A União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), entidade representativa das principais unidades produtoras de açúcar, etanol (álcool combustível) e bioeletricidade no sudeste do Brasil, realiza na segunda-feira, 6 de dezembro, uma discussão relacionada ao papel dos biocombustíveis na redução das emissões de gases causadores do aquecimento global nas economias emergentes e sua participação na promoção do desenvolvimento sustentável.
A atuação dos empresários brasileiros nas discussões e iniciativas sobre mudanças climáticas no Brasil será tema de evento realizado pelo Conselho Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBEDS) na terça-feira (7). Na discussão, a preparação do Brasil do ponto de vista das propostas para a redução das emissões de gases de efeito estufa para a conferência Rio+20, em 2012, a copa do mundo, em 2014 e os jogos olímpicos em 2016.
Já na quarta-feira (8), o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) promove um debate sobre financiamento e ações políticas voltadas para Redd no Brasil nos níveis local, estadual e nacional. O objetivo é abrir espaço para apresentações de especialistas no processo de participação política entre parceiros no planejamento sub-regional visando a Política Nacional sobre Mudanças Climáticas.
Experiência brasileira foi tema de debates
Com metade da sua matriz energética vinda de fontes renováveis de energia (o triplo da média mundial), o Brasil já apresentou sua experiência nas discussões sobre energias limpas e renováveis durante a COP-16. Além de ser tema na reunião internacional sobre o clima, o caso brasileiro sobre o uso em grande escala do etanol produzido a partir da cana-de-açúcar também esteve em debate no World Climate Summit (WCS), que ocorre em paralelo à COP-16.
"A conquista brasileira é um exemplo importante para o mundo, o que coloca o País no papel de protagonista nas discussões globais em busca de formas de enfrentar as mudanças climáticas," observou o presidente da Unica, Marcos Jank.
Ao longo dos 35 anos em que o biocombustível tem sido utilizado em larga escala no Brasil, evitou-se a emissão de mais de 600 milhões de toneladas de CO2. "As emissões brasileiras de gases causadores de efeito estufa medidas em 2006 teriam sido 10% maiores, não fosse a contribuição do setor sucroenergético", lembrou Jank.
Além de veículos leves e de ônibus utilizados para o transporte público, o etanol começa a ser testado também em aviões, turbinas estacionárias, motogeradores, máquinas e implementos agrícolas, frequentemente substituindo o óleo diesel. Cresce também o uso do etanol em substituição ao petróleo na produção de resinas e plásticos "verdes," que propiciam reduções significativas nas emissões de gases do efeito estufa.
Na safra 2009/10, o Brasil produziu 605 milhões de toneladas de cana, matéria-prima utilizada para a produção de 33 milhões de toneladas de açúcar e 26 bilhões de litros de etanol.
O World Climate Summit (WCS), encontro que aconteceu no Hotel Ritz-Carlton de Cancun nos dias 4 e 5 de dezembro, serviu para conectar entidades, governos, empresas e investidores. O objetivo foi disseminar soluções em energias renováveis já viabilizadas em certas regiões do mundo, expandindo seu uso para outros países com contextos semelhantes.

Fonte: MSN

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