14 de outubro de 2008

Casa ecologicamente correta está em exposição em São Paulo

Casa ecologicamente correta está em exposição em São Paulo




Toda garagem tem um carro. A novidade é que o veículo da casa que está em exposição em São Paulo nem vai para a rua disputar uma vaga no congestionamento de São Paulo, nem vai para o desmanche. O carro é o gramado e a horta da casa. “Tudo o que vemos verde é brotação dele. A natureza é valente demais. No porta-malas, há tomate, hortelã, salsinha, cebolinha, manjericão, alecrim e pimentas”, conta a arquiteta Manuela Gonçalves. No portão, em dezenas de garrafas plásticas, crescem rúculas, alfaces e morangos. O chão do quintal onde tudo dá foi feito com restos de sandália de borracha, chupeta, fio dental e tubo de pasta de dente. E não é só no quintal ou na garagem – a casa inteira está preocupada com a sustentabilidade. Na sala de TV, a beleza e o bom gosto já não precisam custar tanto quanto custavam. “O sofá é feito com sobras de tecidos junto com garrafa PET. O painel atrás é feito de papelão reciclado e pode ser reciclável”, explica a organizadora da mostra, Lucia Anicam. A eterna transformação dos objetos e materiais reveste paredes com folhas e troncos de bananeiras, forra sofás com sacas de café, faz mesinhas com folhas de papiro e produz vasos com jeito de cerâmica, mas feitos de papel. Em um quadro, foi utilizada tinta do urucum e da beterraba. No banheiro do casal, mais novidades. “No revestimento todo de pastilhas, do piso e da parede, tudo o que vai na massa da pastilha é lâmpada fluorescente usada”, revela a arquiteta e decoradora Luciana Tomas. A idéia também é um reuso das águas da pia, da banheira e do chuveiro, que vão todas para uma caixa secundária. Essa água será reaproveitada na descarga do vaso sanitário. Um dia, as colchas cobriram mercadorias em caminhões que circularam pelo país. Agora elas enfeitam as camas dos quartos dos jovens. As poltronas parecem camurça. Só depois de passar a mão é que a gente se convence que se trata de lona de caminhão. No guarda-roupa, há modelos feitos com o pedacinho de metal que abre a lata do refrigerante. Há também uma blusa de chapas de raio-X, outra de restos de CD, um vestido com pedacinhos de plásticos de produtos de limpeza. Tudo isso vai entrar na moda? “Entrar na moda é ser ecologicamente correto, isso é que está na moda”, resume a organizadora da mostra, Lucia Anicam. A construção civil consome até 50% dos recursos naturais e 40% da energia produzida. A fabricação de cimento, por exemplo, é responsável por 4% a 5% do gás carbônico despejado por atividades humanas na atmosfera. Motivos mais do que suficientes para buscar maneiras de reduzir esses impactos, mesmo que seja depois da construção já entregue.





Ass: Desmatamento Brasil (desmatamentobr.blogspot.com)

Um comentário:

Fernando Gobbi disse...

Gostei dessa casa!
Vi a reportagem da Globo.com
Parabéns!

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